Qual
seria o grande anseio nos nossos dias? Estamos precisando de
permanência. De uma vida de verdadeiras amizades. Chega de um
descartativismo (de descartar), nas quais não há mais verdadeiras
construções de afeto, ou de mais irmandade, ou de mais amor. De
desistência fácil dos desafios de vivermos bem. Isso é o que faz com que
as uniões de hoje não sejam mais palpáveis, duradouras; mas apenas de
boca, passageiras, onde nos escondemos atrás de falsidade das
necessidades de estarmos juntos. Isso faz com que os relacionamentos de
pais e filhos sejam apenas por morar juntos, mas não reflete o valor de
estarem juntos. De casamentos frios e sem brilho, por ser uma mera
convenção pública.
Creio
que isso afete drasticamente a visão de discipulado. Pois em uma
sociedade de amor líquido temos menos tempo para amar, não damos tempo
aos que perecem, e já não temos tempo para as relações mais amigas. Não
deveríamos ter mais tempo para amar outras pessoas que não conhecemos
bem? Isso faz com que muitos de nós tenhamos 2000 amigos no facebook, sermos seguidos por 1100 no twitter,
mas ainda nos sintamos sós, e mais, não conseguimos impactar ninguém
com o santo evangelho, pois na rapidez de nosso mundo, impactar os
outros com o evangelho fica em segundo plano.
Olhemos
para os ideais bíblicos, de pais que estão com os seus filhos no
caminho e devem ajudá-los a apreender a maiores lições de suas vidas a
respeito de Deus (Dt. 6: 20-25). Olhemos o bom samaritano que ajuda o
próximo em meio a sua jornada (Lc. 10: 25-37). E o que dizer do exemplo
do Jesus como maior exemplo de discipulador?
Precisamos
ser mais humanos, menos máquinas, e que o nosso amor não seja tão
líquido, para que não se dilua em meios as fortes e quentes pressões de
nossa vida moderna.
*Expressão usada pelo sociólogo polonês Zygmunt Bauman
Rev. Donizeti R. Ladeia
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