Bem, na verdade, isso demonstra o
baixo grau de envolvimento com Cristo e conseqüentemente com alguma igreja
local. É bem verdade que o movimento da Reforma, sistematizou a doutrina
bíblica que chamamos de sacerdócio universal. Esta doutrina ensina que entre o
homem e Deus existe somente um intermediário, o seu próprio filho: Jesus.
Sendo assim, nenhum outro homem
pode se interpor entre Deus e outro ser humano, ainda que muitos tentem ocupar
este lugar, o que em última instância é querer roubar o lugar de Cristo, como
se fosse possível. Por outro lado, muitos também podem ser levados a outro
extremo que é o total afastamento das instituições deixadas pelo próprio Deus
para que o homem se congregasse, como homens, como irmãos, como filhos, como
ovelhas.
Estas pessoas pensam que podem
viver totalmente sem vínculo com alguma igreja, ou se servirem das igrejas como
se fosse um “self-service”
eclesiástico, no qual, a pessoas se serve apenas do que quer, do que gosta, ou
do que convém para o momento.
Existem algumas evidências
bíblicas que nos deixar provas claras e suficientes para que nunca deixemos o
nosso compromisso com a igreja local.
A primeira evidência é histórica.
Deus escolheu um povo separado e este povo deveria permanecer unido e coeso,
portanto a igreja também. Este povo nunca deveria sair de sua terra, quando o
fez, foi por castigo. Assim também a igreja.
No Novo Testamento, vemos Paulo
plantando igrejas, firmando lideranças, e em na volta de suas viagens
missionárias, sempre, que possível, passava para averiguar se tudo continuava
dentro dos preceitos divinos, e quando não podia ir, escrevia as cartas que
conhecemos. Nunca vemos Paulo dando brechas para que cada crente fizesse o que
bem entendesse, mesmo no Novo Testamento, em que a Igreja assume uma nova forma
transcultural.
E para que ninguém pense que este
problema é somente de agora, veja este versículo em Hebreus 10.25: “Não
deixando a nossa congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-nos
uns aos outros; e tanto mais, quanto vedes que se vai aproximando aquele dia.”.
Ora este texto foi escrito porque muitos judeus não queriam congregar juntamente
com os cristãos que não tinham uma tradição anterior judaica, ou por outros
motivos pessoais.
Em outras palavras, não ter um
compromisso fixo com uma igreja local além de ilógico, e anti-bíblico, é no
mínimo um ato de grande egoísmo, no qual fala mais alto o que eu quero, penso e
julgo ser melhor para minha própria vida, a despeito do que Deus quer eu faça.
Vamos nos fortalecer em Deus,
vamos fortalecer o nosso irmão mais fraco, vamos deixar nos exortar para que
esta palavra se torne realidade em nossa vida diária.
Rev. Daniel Piva
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