A UMP (União de Moços Presbiterianos) é um grupo de jovens entre 18 e 35 anos que se dedicam à atividades diversas que envolvem retiros espirituais, Coral Jovem ( grupo compostos de moços e moças que cantam ás quatro vozes), sempre focando a Palavra de Deus. A preocupação com comunhão e fazer novas amizades é algo que faz parte da vida deste grupo que quer levar as boas novas de alegria que está Cristo nosso Senhor.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Relação de IPBs atingidas no Rio de Janeiro


As igrejas presbiterianas da região serrana do Rio encontram-se em estado de atenção com difícil acesso para o socorro



Cibele Lima

Desde terça-feira, 11 de janeiro, a chuva na região serrana do Rio de Janeiro já deixou mais de 600 mortos e causou estragos em pelo menos sete cidades.

Esta já é a maior tragédia climática da história do país. O número de vítimas ultrapassou o registrado em 1967, na cidade de Caraguatatuba, no litoral norte de São Paulo. Naquela tragédia, tida até então como a maior do Brasil, 436 pessoas morreram.
No ano passado, de janeiro a abril, o estado do Rio teve 283 mortes, sendo 53 em Angra dos Reis e Ilha Grande, na virada do ano,166 em Niterói, onde se localizava o Morro do Bumba, e 64 no Rio e outras cidades atingidas por temporais em abril.

As igrejas presbiterianas dessa região sofrem juntamente com a comunidade. Somente ontem à noite foram restabelecidos energia elétrica e sinal de internet em alguns pontos. Rev. Adelino Silva, pastor da Igreja Presbiteriana de Olaria, está em uma região de médio risco, e de lá passa informações sobre 14 igrejas da região atingida. “Estamos nos mobilizando no apoio às muitas vítimas. Em nossa casa, graças a Deus todos foram preservados. E, em nossa igreja, em geral também. Mas há muitas famílias presbiterianas que vivem em áreas de risco e não tem sido fácil chegar à maioria delas”, afirma Rev. Adelino.

Rev. Adelino encaminhou uma listagem das Igrejas Presbiterianas em Nova Friburgo ou em municípios adjacentes com o status de complicações da região e, segundo o Reverendo, até o momento não há notícias de pastores que tenham sido atingidos ou seus familiares.


Igrejas Presbiterianas em Nova Friburgo:


1.Igreja Presbiteriana do Amparo (área de risco médio) - Pastor Rev. Eldo

2. Igreja Presbiteriana de Banquete (área muito atingida) - Pastor Rev. Hamilton

3. Igreja Presbiteriana de Bela Vista (área de risco médio) - Pastor Rev. Christiano Carvalho

4. Igreja Presbiteriana de Bom Jardim (área atingida e com trânsito interrompido para Nova Friburgo - Pastor Rev. Hamilton

5. Igreja Presbiteriana de Catarcione (área de risco médio) - Pastor Rev. Wilkins Guimarães

6. Igreja Presbiteriana Central de Nova Friburgo (área fortemente atingida) - Pastores: Rev. Luis Gustavo, Yuri e Jalmar Sathler

7. Igreja Presbiteriana do Cônego (área de risco médio, pouco atingida) - Pastor Rev. Wagner Barros

8. Igreja Presbiteriana de Conselheiro Paulino (área de altíssimo risco, fortemente atingida) - Pastor Rev. Ely Barros

9. Igreja Presbiteriana Esperança (área de altíssimo risco, fortemente atingida) - Pastor Rev. Irlandis Pires

10. Igreja Presbiteriana de Lumiar (área que está incomunicável e que é de alto risco) - Pastor Rev. Júlio Albertine

11. Igreja Presbiteriana de Olaria (área de risco médio) - Pastor Rev. Adelino Silva

12. Igreja Presbiteriana de Rio Grandina (área de alto risco, sem comunicação e fortemente atingida) - Pastor Rev. Ricar do Stutz

13. Igreja Presbiteriana de Sanglard (área de alto risco) - Pastor Rev. Ricardo Bessa

14. Igreja Presbiteriana da Torre (área de alto risco) - Pastor Rev. Luiz Sérgio.








Depoimentos:





Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte não temerei mal nenhum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam.



Hoje, 14 de janeiro de 2011 foi mais um dia de lutas, dores, desesperos, mas sobretudo vontade de recomeçar. Posso dizer que sem sombras de dúvidas esse tem sido o sentimento que se percebe nas pessoas, não obstante toda a desolação que cerca todos os cantos de Nova Friburgo e muitas localidades circunvizinhas, como imagino também seja em Teresópolis e Petrópolis.

De tudo um pouco foi possível viver. Chorando com os que choram vimos descer à sepultura várias pessoas, entre elas irmãos nossos. Tomamos conhecimento de tantos outros que atingidos pelas forças das águas e desabamentos não resistiram fisicamente e se foram. Muitos ainda não se tem como alcançar face aos soterramentos. Lutando com os que lutam nos vimos descarregando caminhões de donativos (louvado seja o Senhor pelo coração solidário de muitos quer de perto ou de longe), nos vimos também levando alimentos, roupas, ajudando no fluir do trânsito. Fazendo aqui e ali, um pouquinho na enormidade que precisa ser feita, mas com sentimento de esperança:Friburgo vai se por de pé! Deus há de nos valer! Juntos vamos conseguir!

Ainda no de tudo um pouco... Foi possível sentir pavor com os que sentem-se extremamente alarmados. Nesta hora nos pegamos correndo num grande estouro de gente tentando defender a vida, fugindo de um falso alarme de rompimento de uma represa. Pensando agora, em cada minuto que nos é dado viver nestes dias há, dentro de nosso coração, uma grande pressa de que tudo passe. Há um grande grito de que o mal vá para bem longe de nós. Há uma profunda vontade de fugir dessa verdade chamada calamidade que nos desafia a seguir em frente. Para mim, parece, então, que não fugimos apenas de um boato. Fugimos ou corremos por um novo tempo, que há de chegar. Mais uma vez digo: há em nós um sentimento de esperança. Friburgo vai se por de pé! Deus há de nos valer! Juntos vamos conseguir!

O boato nos serviu para investir ainda mais na luta pela vida. E, por mais absurdo que possa parecer, nos serviu para um momento de sorriso e troça. Depois que se percebeu que o alarme era falso a reação foi olharmos uns para os outros e rirmos nos perguntando como pudemos subir morros tão depressa? Como coube tanta gente num só carro? Como pudemos gritar tão alto? Ainda sorriremos por coisas mais preciosas, com certeza. Mas o absurdo dos risos de hoje nos ajudaram a seguir o dia.

Infelizmente há quem tenta explorar a miséria, fazendo-se o pior dos miseráveis. Traz um sentimento de revolta saber que há quem cobre R$ 40,00 por um garrafão de água; ou quem cobre R$ 10,00 reais por uma caixa de vela; ou quem queira saquear casas dos desabrigados. Desabrigados, que com dor no coração, mas em amor à vida deixaram ali boa parte de suas histórias, escrita nos bens diversos de suas casas. Mas a revolta não é maior que a esperança. Esperança alimentada nas grande ações e também nos simples gestos como da cidadã que veio à nossa igreja entregou um litro de leite e ao sair, voltou e disse: "Vou deixar também o pão, não preciso levar tudo pra casa, posso compartilhar". Esperança alimentada no envolvimento e dedicação de oficiais, policiais, médicos, enfermeiros, bombeiros, militares da reserva que têm se apresentado para o serviço e também no envolvimento dos anônimos homens e mulheres, novos e antigos que vão por aqui e ali apresentando-se para ajudar. Sim, a esperança é maior que a revolta e ela vai vencer. Friburgo vai se por de pé! Deus há de nos valer! Juntos vamos conseguir!

A noite chega, é tempo de tentar dormir. Há previsões de chuvas! Mas há certeza da presença do Senhor. Quer nas asas da alvorada ou nos mais profundos abismos. O Deus de longe, excelso, altíssimo, infinito é também Deus de perto, presente, que se inclina para ver o que se passa entre nós, que se faz como um de nós e que nos dá sua graça para vencer. Aleluia!

Relato do Rev. Adelino ( Pastor da IP Olaria em Nova Friburgo - RJ )



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Quanto à situação da cidade de Petrópolis, agradeço as orações que demonstra cuidado e amor fraterno.

As chuvas castigaram bastante nossa cidade com maior intensidade no distrito de Itaipava, com transbordamento de rio e inundação de casas.

Algumas foram destruídas e outras soterradas. Em ambos os casos, houve óbitos que entristecema toca a comunidade. O poder público está à frente com a Defesa Civil, Bombeiros, Polícia Militar,
Exército e Marinha.

A Igreja está recebendo doações de moradores e do Presbitério, mas o acesso está controlado porque as vias estão interditadas ou em trabalho de desobstrução. Somente uma família da Igreja foi afetada e agora encontra-se abrigada em casa de parentes.

Continuem orando e acompanhando os noticiários.

Deus abençoe a todos.


Rev. João Alfredo


Extraído do site www.ipb.org.br

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