Terry Jones (58 anos) que é “pastor evangélico” responsável por uma congregação de cerca de 50 fieis em Gainesville no Estado da Flórida, resolveu atacar a ideia de construção do centro cultural islâmico com um protesto: queimar cerca de 200 exemplares do Alcorão. Tal atitude representa, no mínino, um alerta contra uma força que vem crescendo cada vez mais no mundo, o islamismo (Veja o vídeo). Mas, tal caminho representa um grande mal metodológico em se lidar com outras religiões. Será que é queimando que resolveremos as dificuldades religiosas deste mundo? É queimando igrejas que não consideramos genuínas, livros considerados não sagrados, templos de umbanda, quimbanda e candomblé que resolveremos nossas dificuldades de propagação da fé cristã? É lógico que não. Tais atitudes não representam a virtude da longanimidade.
A verdadeira solução está no exemplo bíblico, na ordem de alguém que, como muitos de nós, estava em uma “fé” religiosa e foi transformado pela Graça, passando para o outro lado, o lado dos perseguidos. Falo de Paulo, que também foi um radical por sua antiga fé. Como filisteu, ele perseguia, destruía e até autorizava mortes; mas depois de sua conversão o apóstolo foi apedrejado, caçado, preso, surrado e morto. Porém, sua obra como pregador e plantador de igrejas fala mais alto do que os seus pecados anteriores à sua conversão.
Creio que a reposta para um mundo que vive em meio a muitas religiões seja a apresentação de outra fé, e, tal apresentação se dá pela pregação. Paulo diz a Timóteo: prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina (2Tm 4:2, grifos meus) - Só isso nos basta, disposição para pregar, pregar e pregar. Não precisamos chutar, quebrar e nem tão pouco queimar nada. Simplesmente, nos cabe, pregar.
Rev. Donizeti R. Ladeia
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