A UMP (União de Moços Presbiterianos) é um grupo de jovens entre 18 e 35 anos que se dedicam à atividades diversas que envolvem retiros espirituais, Coral Jovem ( grupo compostos de moços e moças que cantam ás quatro vozes), sempre focando a Palavra de Deus. A preocupação com comunhão e fazer novas amizades é algo que faz parte da vida deste grupo que quer levar as boas novas de alegria que está Cristo nosso Senhor.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

HONRA AO REI

por Renata Barbosa

A postura do crente nas eleições


As eleições estão chegando e a pergunta comum é: o que vai ser do nosso país? É frustrante ver a quantidade de candidatos despreparados e como o errado tornou-se aceitável na nossa sociedade.

O que fazer? Qual é a nossa parte como cristãos? O que a Bíblia diz sobre isso?

Na Bíblia não encontramos instruções diretas sobre como votar nas eleições brasileiras. Mas podemos e devemos buscar os princípios bíblicos que nos orientam na escolha de nossos líderes, na igreja e fora dela. Pesquisar, ler e discutir sobre os candidatos disponíveis faz parte da nossa tarefa. Se um candidato prega valores que não são coerentes com princípios Bíblicos básicos, não devemos ser coniventes com ele.

Considero que do ponto de vista cristão o mais importante é que obedeçamos à Palavra de Deus nestas eleições. Pode parecer que não tem nada a ver, mas tem sim. Ao buscarmos integridade na nossa vida, devemos aplicar os princípios bíblicos na hora de votar também. Quais são eles?

Em primeiro lugar, devemos reconhecer que a vontade de Deus será feita, independentemente se gostamos ou não. Deus nos dá capacidade para examinar o mundo em que vivemos. Aprendemos e concluímos coisas a respeito dele. Porém, ao contrario do que muitas vezes pensamos, não somos definidores da realidade. Não temos essa competência. Diz o Senhor: “Meu propósito permanecerá em pé, e farei tudo o que me agrada… o que eu disse, isso farei acontecer; o que planejei, isso farei.” Trecho de Isaías 46, NVI

Domingo vamos escolher candidatos que nos representarão nos próximos anos. No entanto, irmãos, a realidade é que essa nossa escolha está restrita pela decisão divina. Não interferimos na realidade, agimos dentro da competência que Ele nos deu. Portanto, no dia 3 de outubro vamos cumprir o que já está definido por Deus. Cada aspecto desta eleição foi planejado por Deus. Não haverá surpresas. Não para Ele.

Isso quer dizer que não temos o que fazer? NÃO. Devemos fazer a nossa parte, votanto conscientemente nos candidatos mais preparados e para isso devemos buscar informação. Em segundo lugar e mais importante que isso devemos obedecer ao que Paulo escreveu na carta à Timóteo: “Antes de tudo, recomendo que se façam súplicas, orações, intercessões e ações de graças por todos os homens; pelos reis e por todos os que exercem autoridade, para que tenhamos uma vida tranqüila e pacífica, com toda a piedade e dignidade.” 1Tm 2:1-2

Você tem orado pelas eleições? Tem suplicado a Deus misericórdia pela nossa nação e pelos nossos futuros representantes? É uma oração generalista ou específica? É com fé?

A nossa participação nas eleições é importantíssima, pois estaremos exercendo nosso direito de cidadãos e devemos fazer isso de maneira consciente, mas não nos esqueçamos do mais importante: nossa cidadania final não é aqui, neste presente mundo, nesta presente condição. Somos moradores temporários nesta presente terra. Veja em 1 Pedro 2: 11 em diante: “Amados, insisto em que, como estrangeiros e peregrinos no mundo, vocês se abstenham dos desejos carnais que guerreiam contra a alma. Vivam entre os pagãos de maneira exemplar para que, mesmo que eles os acusem de praticarem o mal, observem as boas obras que vocês praticam e glorifiquem a Deus no dia da sua intervenção.” Viram só? Repetidas vezes, nós, povo de Deus, somos chamados de peregrinos, não pertencemos a esse mundo. A vida crista é uma viagem, é uma viagem que começa quando somos trazidos ao conhecimento de Jesus Cristo e essa viagem não termina enquanto não alcançamos o destino verdadeiro. Isso deve afetar muito nossa perspectiva de vida. O modo como vivemos e realizamos nossas obrigações é despertado pelo fato de sermos estrangeiros porque a vida neste mundo não é um fim em si mesmo. Os nossos afazeres, nosso lar, nosso trabalho, tudo isso toma um significado diferente porque fazemos as coisas com uma expectativa e perspectiva superior. Isso afeta a nossa perspectiva em relação às eleições também. No mesmo texto de 1 Pedro, segue: “Por causa do Senhor, sujeitem-se a toda autoridade constituída entre os homens; seja ao rei, como autoridade suprema, seja aos governantes, como por ele enviados para punir os que praticam o mal e honrar os que praticam o bem. Pois é da vontade de Deus que, praticando o bem, vocês silenciem a ignorância dos insensatos. Vivam como pessoas livres, mas não usem a liberdade como desculpa para fazer o mal; vivam como servos de Deus. Tratem a todos com o devido respeito: amem os irmãos, temam a Deus e honrem o rei.”

É legítimo e necessário que nos informemos e participemos das questões políticas de nosso país. Devemos, porém, investir muito mais nas coisas que dizem respeito à nossa cidadania celestial vivendo como servos de Deus. Estamos aqui de passagem. Nossa pátria não é o Brasil, nossa pátria está nos céus. Ainda não conhecemos nossa pátria definitiva, mas sabemos que ela é certamente nossa. É preciso confiar. Quando confiamos não importa saber para aonde vamos, importa saber que Ele estará conosco: “Pela fé Abraão, quando chamado, obedeceu e dirigiu-se a um lugar que mais tarde receberia como herança, embora não soubesse para onde estava indo. Pela fé peregrinou na terra prometida como se estivesse em terra estranha; viveu em tendas, bem como Isaque e Jacó, co-herdeiros da mesma promessa. Pois ele esperava a cidade que tem alicerces, cujo arquiteto e edificador é Deus.” Hb 11: 8-10.

Irmãos, isso tem uma aplicação prática também em relação à nossa conduta. Fomos chamados para sermos uma “contra-regra”, para expressarmos uma “contra-cultura” e isso implica ser diferente, não caber nos moldes deste mundo. Viver a ética deste mundo é lutar contra a própria alma. Precisamos ter cuidado. O nosso dever é glorificar a Deus com o que pensamos, falamos e fazemos. Não nos conformemos com a corrupção, com a mentira e a falsidade que temos visto. Não nos acostumemos com isso. A começar de cada um de nós, que haja uma mudança.
Enquanto estamos na presente terra, exerçamos, sim, da melhor maneira a nossa cidadania, pesquisando, buscando, nos informando acerca dos candidatos e votando de maneira consciente, mas nunca nos esqueçamos de que a nossa cidadania é celestial, aonde Deus está. Independente do resultado desta eleição, independentemente se ela nos agradará, temos o nosso papel a cumprir e a Bíblia é clara: “Visto que tudo será assim desfeito, que tipo de pessoas é necessário que vocês sejam? Vivam de maneira santa e piedosa, esperando o dia de Deus e apressando a sua vinda. Naquele dia os céus serão desfeitos pelo fogo, e os elementos se derreterão pelo calor. Todavia, de acordo com a sua promessa, esperamos novos céus e nova terra, onde habita a justiça.” 2 Pedro 3: 11-13

Que tenhamos o compromisso com o Senhor da glória se queremos ser chamados cidadãos celestiais. Que a nossa vida seja a de um forasteiro, que não se conforma, que se prepara para um mundo maior e não se acostuma com o presente mundo. Que Deus tenha misericórdia da nossa presente nação e que Ele seja glorificado em nós.
                       
                                                                                                                                                 Filipe Juiz
Presidente UMP

Nenhum comentário: